O futuro é apenas um universo paralelo
Que construímos com nossos sonhos
Pequenas plantas rasas do porvir
Que serve de analgésico à realidade,
Frustrante presença amiúde
Por que viver, se podemos sonhar?
E por que não sonhar, se temos que viver?
É madrugada e eu me recolho ao quarto
Mais uma noite sem sono, fruto de um dia comum
Planejo metodicamente o dia de amanhã
Que nunca chega
É hoje; sempre.
Cambaleio por entre estradas metafóricas
Numa denotação de desespero
Ruborizando as minhas faces
Desapontado
Chega de sonhar
Só quero dormir.
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